02/05/2008 20:04
Eternidades
Procurando Eternidades
em afagos múltiplos e orgásticos
diluídos em beijos molhados e devoradores
respingo teu corpo suave
com gotejos do meu prazer premente
Abrasada pela efervescência do teu amor
denunciado em atitudes fortes e diretas
mergulho no teu me desbravar
e me perco nas canções e encantamentos
que teu corpo toca em mim
enviada por Louise Tommasi
29/04/2008 23:00
Gente feliz
Não existe o lugar certo
pra gente ser feliz
Oportunidade é o buraco
que abrimos na vida
com coragem, postura e determinação
Saímos que nem loucos
atrás de felicidade
sem perceber que ela
correu a vida inteira atrás da gente
Ficamos esgotados de lutar
porque acreditamos
que o lugar de cima é mais quente e mais seguro
que só poderemos ser felizes
se atingirmos a tal estabilidade
e quando estamos um pouco mais fortalecidos
continuamos na luta desesperada
para garantir o que já conquistamos
e sofregamente
vamos nos arrastando pela vida
sem tempo de captar cores
e recusamos o abraço quente do sol
fingimos que somos aquilo
que os outros esperam que sejamos
fingimos fortaleza
onde a fragilidade se alastra
mostramos ousadia
quando o medo é devorador
espatifamos esperanças
porque tememos sonhar
desperdiçamos a energia necessária do hoje
para investir num tempo futuro
que talvez nunca chegue
queremos o amanhã
mas estamos presos no ontem
queremos amor
mas não conhecemos seu real significado
empregamos a lei do quero!
mas escolhemos o não na hora da entrega
vivemos na contramão de nós mesmos
Então, o que será de nós
pobres e iludidos mortais?
enviada por Louise Tommasi
05/03/2008 20:16
www.lasoufrancedelotty.blogspot.com
Certitude
Dans les bras une étreinte faible
Dans la bouche des mots contenus... gros-mots
Dans la poitrine une certitude naît
Il est déjà le petit matin
Il faut recommencer.
Douceur
Dans les lignes de ma fantasie
Je dessine millimetriquement ton corps
en explorant chaque coin
chaque enchantement
Et je ressens réfléchi en moi
ton contact agglutiné
qui jete dans ma peau
l'odeur de ta caresse
et laisse ma bouche saliver
désirs et saveurs
L'Oeuvre d'Art
L'homme est comme le pinceau
qui caresse cette toile blanche et encore froide
et la couvre des couleurs fortes et chaudes
Il regarde la Femme qui nait de sa peinture
et colle son corps contre elle
pour fairela vraie oeuvre d'art.
enviada por Louise Tommasi
19/01/2008 19:26
Doçura
Nas linhas da minha fantasia
desenho milimetricamente teu corpo
percorrendo cada canto
cada encanto
e sinto em mim refletido
o teu contato aglutinado
que joga na pele
o cheiro do afago
e deixa a boca salivando
desejos e sabores
enviada por Louise Tommasi
19/01/2008 19:24
Eclipse
E mais um pouco
somos como o sol e a lua
que não se deitam juntos
apenas se espreitam
e se inundam de luz
enviada por Louise Tommasi
16/01/2008 10:26
Grandes Perdas
Perdi numa palavra
A expressão do meu amor
Perdi na minha insatisfação
A paciência e a sabedoria
De quem precisa saber esperar
O rolar e o encontrar das pedras
Perdi você na velocidade da conquista
No ar, no bar,
Na dificuldade de explodir o peito
E gritar impropérios
Perdi você por te procurar demais
E te encontrar sempre pela metade
Na postura de quem vem sempre inteiro
Até compreendo teu lado
Mas estou este tempo todo
sem me ver
Sem me buscar
Em coisa alguma
Transpus o suportável, o imponderável
E não vi nenhum elo real
Do que nos engrena
Me vi como peça
Que emperra qualquer outra engrenagem
E aí nada acontece verdadeiramente
Em qualquer um dos quebra-cabeças
Que você monta e desmonta no teu jogo
Com a vida e com o teu coração
Neste quebra-cabeça
Tive o meu encaixe perfeito
E me desfalquei no quebra-cabeça
Da minha própria vida
Pois as peças não me pertencem
E são de outro cenário
Perdi você,
Porque te perdi no peito
No jeito de te amar
Chutei o balde
E o pé ficou tão danificado
Que nenhuma palavra ou passo
Pôde ou poderia resgatar
O que escorria do balde furado
Perdi você
Porque não há reparos possíveis
Que não sejam pra sempre visíveis
Como cicatrizes de cirurgia de coração
Perdi a razão, por isto te perdi
Porque o meu lado compreensível
Amigável, conciliador
Deu lugar à descoberta
De que eu nada sou
Nesta brincadeira de se deixar queimar
E contagiar pelos atropelos
E devoramentos do amor
Perdi você num último afago
Sem guardar na boca a mordida
Do beijo derradeiro
Perdi você inteiramente
Para não deixar os fragmentos
E cacos me rasgarem por dentro
Mas não saí inteira
Porque me perdi também
Perdi a referência, a estrutura
E tento secar o sangue
Que goteja de mim
Sem qualquer possibilidade
De ser estancado até que de mim
Dor e amor escorram
E me ressequem por dentro
E me façam perder
O sopro do meu te viver sofrido e entrecortado.
enviada por Louise Tommasi
16/01/2008 10:25
Possibilidades
Envolvida por tantas possibilidades
Cercada por excitações e destemperos
Que poderiam colocar o freio
No sentir que perdeu a rampa
E rolou ribanceira abaixo
Sair lanhada
Sem trazer cicatrizes de prazer
É pular no abismo
Sem asas para amenizar a queda
Buscar você agora no pensamento
É remexer no baú empoeirado
De um passado que insistiu tanto
Em ser eternamente futuro
Sem qualquer chance de ser presente
Sair sem rasgos é tentar evitar o primeiro gole
Evitar o primeiro gole
É me afogar na angústia que o álcool anestesia
Anestesiar a pele
É conseguir caminhar alguns passos sem você
Caminhar com você é andar na contramão do próprio sentir
Caminhar sem você é não sair do lugar
É parar e esperar
Que a vida ponha na boca
O mel para anular o fel
Que escorre e puxa para fora do peito
Os sentimentos já espatifados
Por pedradas imprudentes
Mas o que exigir da vida
Se a vida é a construção da própria boca
Que beija e arranca arrepios, calafrios
E bloqueia qualquer forma de defesa
Indefesa estou, dependente de você
Do teu abraço, da tua boca molhada
Que desce e encharca o meu pescoço,
Ouvindo o pedido do corpo
Que te quer por inteiro,
Fora e dentro,
Nu e cru
Mas o mesmo verbo que te grita te rejeita
Porque já não aceita estilhaços de paixão,
Beijos que se formam inteiros depois de muitas lambidas
Abraços que só são acolhedores,
Depois de frouxas apalpadelas
O corpo não agüenta a hora marcada
A falta injustificada
A ligação que não se completa
O corpo quer plenitude
Por isso se mutila, se aniquila
E aguarda o próximo afago
Que não vem
Que não é direcionado
Já vem retalhado, dividido na metragem certa
Sem direito à saideira
Agora, o que fazer da migalhada?
Fugir para um canto da mente racional
Ou cair dentro,
Buscando o ar cá de fora
Para dar conta de tanta urgência de dentro?
Quem é você afinal?
De onde surgiu que me tirou o fôlego
Sem eu perceber?
Por que amarrou nas tuas as minhas mãos
Que poderiam arrancar o mal pela raiz?
Eu quero um culpado
Mas em quem colocar a culpa por todo esse meu sentir
E que esquisitice de sentir é este
Que não existia no meu universo
Mas que se torna um buraco imenso e escuro
Toda vez que te busco e não te alcanço
Ou não te encontro por perto?
enviada por Louise Tommasi
16/01/2008 10:23
Partidos
Não vivo de Partidos
Vivo inteiramente de inteiros
sou um peixe fora d'água,
morrendo afogada
buscando o ar
para entender tanta discussão
para se chegar a um acordo
Sou dos acordos
que promovam mudanças
e se concretizam
pelo desejo comum
de sair do lodo social
Não gosto de capturar
palavras laçadas ao vento
porque elas perdem a força e a concordância
Preciso de palavras simples e fortes
que me convençam
e não me façam perder meu tempo precioso
As pessoas criam regras e cláusulas
e nelas se perdem
Falam bonito
com a segurança de doutores
mas não atingem
as massas que precisam
de saberes mastigados
dissolvidos em ações reais
Quanto tempo se perde
com dizeres contraditórios
que na maioria das vezes
não têm objetivo algum
a não ser o de aumentar
a discussão sobre o nada, do nada e pra nada
Quero a minha simplicidade
misturada com outras tantas simplicidades
para aumentar a grandiosidade do fazer
O fazer não precisa de texto ou estatuto
Precisa de coração aberto
e mangas arregaçadas
Precisa de amor ao próximo
ao distante que nunca é alcançado
Quero botar a minha mão no fogo
e assar o pão que mata a fome
Quero ferir minha mão na pedra
se dela puder fazer brotar água
para matar a sede deste povo
que é sempre tão lembrado
em versos e prosas
mas que continua carente, abandonado
rejeitado e sozinho
não quero ser Partido
para estar partida
Quero estar inteira, completa
para não desintegrar
quando quiser compartilhar.
enviada por Louise Tommasi
08/01/2008 21:54
Sentido
Você calou a boca
da tua literatura em mim
e todos os meus dizeres
perderam o sentido
e a boba mania de esticar sentimentos
e derramar tinta
nas coisas desbotadas do mundo
Então, escureci
enviada por Louise Tommasi
08/01/2008 08:54
Em mim
Teu corpo
no meu corpo transpassado
explode em mim
tempestades passageiras
Rompendo comportas
Espalha na fronteira de nós dois
sensações e plenitudes
No roçar a minha pele
quente e arrebatada
tua boca desliza
e localiza arrepios e protuberâncias
e arranca gritos incontidos
em espasmos e delícias
Com os corpos misturados
transubstanciados
almas orgásticas e libertas comungam
do inesgotável alimento do amor
enviada por Louise Tommasi
06/01/2008 14:38
Emerge
Emerge de mim
o grito de saudade
que o meu coração
por tantas luas sufocou no peito
Emerge vigoroso
tempestuoso
afastando qualquer barreira
que a minha energia paralisada
construiu entre nós
Vem retalhado
maltrapilho, maltratado
mas vem determinado
inflexível na sua escolha
vem e me energiza
ressexualiza
explodindo sem medo
sem deveneio
sem esperar te encontrar sintonizado
ou carente do meu afago
mas vem disposto
preparado para o embate
buscando o teu eco
mesmo que seja
uma última vez
enviada por Louise Tommasi
15/12/2007 13:56
http://www.amigosdolivro.com.br/home.php
enviada por Louise Tommasi
03/11/2007 14:14
Aos tropeços
Entre goles, afagos e lampejos de paixão
Meu corpo inebriado reclama o teu
Disperso do caminho que tracei
Alojado e surdo aos apelos do que me é premente.
A boca entreaberta soletra teu nome
Que passeia sem rédeas no meu sentir
Os olhos plasmam formas e cores
Da tua imagem desenhada nas curvas do meu desejo
Te quero por inteiro,
Na urgência da pele febricitada.
Te quero me tocando qualquer nota,
Na capela da tua boca salivando prazer.
Te quero sem estar subordinada ao nada
Que se deita entre nós
E paralisa o meu movimento cadenciado
Te quero na totalidade do meu querer,
Às vezes confuso e dividido,
Às vezes soberano e devastador.
Milímetros nos impedem o toque
O roçar de corpos
O engolir de bocas
Que gritam e se espatifam
Nos impedimentos
Nos fragmentos
Que o destino
Nos impõe...
momentaneamente.
enviada por Louise Tommasi
13/10/2007 00:24
Amar Amor
Eu não amo o amor
porque ele me acende em demasia
e me larga em brasas e cinzas
na soleira da porta
à tua espera
Mas eu amo o ato de te amar
porque quando você encosta quente em mim
faz calar o mundo lá fora
e enfeita meu dia
com estrelas e borboletas
enviada por Louise Tommasi
04/10/2007 08:22
Tua mão
A tua mão me adivinha
percorre meu corpo
lê a minha história
dissolve marcas distantes
e demarca territórios
O que será de mim
quando tua boca
devorar a minha?
enviada por Louise Tommasi
11/08/2007 22:46
Sede
A minha boca seca
pela sede da tua
exige que tu me devores
com teus beijos quentes e indecentes
enviada por Louise Tommasi
08/08/2007 22:34
Um tempo
Vai levar um tempo
para juntar os lamentos
e os pedaços de sonhos
que a vida sempre tenta
arrancar de mim
Vai levar um caminho
para virar a página
de mais uma história
não contada
Vai levar mais um sol
para eu enxergar a lua
dos meus desejos de estrelas
Vai levar um rio
para eu extravasar os mares
do que tinha para chorar
e não chorei
Vai levar retalhos de minuto
para eu rasgar tanto discurso
quando você abrir aquela porta
e me pedir para voltar.
enviada por Louise Tommasi
13/07/2007 19:30
Sentidos e sussurros
Deixa eu sugar
a doçura que da tua boca escorre
e encharca a tua roupa amarrotada
de tanto me amassar
Deixa eu adivinhar o desenho do teu corpo
com a minha mão suada e quente
de tanto te desbravar
Deixa que eu saia do texto, do contexto
na multiplicidade do chegar ao topo
do meu te assanhar
percorrendo milimetricamente
o canal que escoa
a minha fina garoa
do teu me provocar
Recuperando suave os sentidos
sussurra baixinho no ouvido
que adorou me amar
enviada por Louise Tommasi
13/07/2007 19:24
Alagamento
Sentimentos abertos no peito
sem colas ou dobraduras
Possibilidades arranhadas, negadas
no topo do meu desejo premente
Amor vazando e alagando a boca aquecida
pela investida de línguas estrangeiras
A crueza do carinho perdido
em promessas esquecidas
percorre o corpo suado
e paralisa minhas pequenas explosões de você
no auge da minha entrega desvairada
Respirar fundo recuperando o fôlego
Suavizar os sentidos
e amansar o coração
permitindo que a mão da lucidez
te conduza para o mundo
das minhas fantasias ordinárias e indecentes
E por não saber fazer diferente
começar tudo outra vez
só para te maltratar
só para te fazer sofrer.
enviada por Louise Tommasi
06/06/2007 23:07
nem...
Nem larguei em você
meus afagos e carícias
e tudo em mim estremece
só de imaginar...
enviada por Louise Tommasi
04/06/2007 12:24
Doçura
Bastou a tua voz macia e rouca
roçando o meu ouvido
pronunciar meu nome
com suavidade e doçura
numa vibração mágica e envolvente
para que o meu discurso diagramado
perdesse totalmente o sentido
enviada por Louise Tommasi
11/05/2007 15:21
Vibração
Já não respiro sem sentir a vibração
dos fonemas do teu nome
dentro de mim
Quando te inspiro
a força da tua presença
aperta a minha garganta e
vasculha minhas entranhas
arfando, meio tonta
deliro ardendo de saudade
solto o ar lentamente
com medo de perder
qualquer preciosa nota
da música que você toca em mim
enviada por Louise Tommasi
07/05/2007 10:47
Sem limites
Tudo em mim pulsa
Arrebentando o limite
Da minha adequação
Eu por você
transbordo de significados
Através da boca que queima
E do peito que arfa
É o momento da conivência
Com o lado que limita
Que se deixa dominar
por tudo que excita
Queria te ver agora
Nesse exato momento
E te devorar
Com a minha saudade
enviada por Louise Tommasi
03/04/2007 00:52
Energia
O que emerge de mim
Quando penso em você
Que não é um retorno ao passado
nem um mergulho no futuro?
De onde surgem os elementos
Que se articulam
De várias formas e cores
E me inundam de sensações e pensamentos
Que são dirigidos a você
Fazendo com que uma energia em ebulição
Me suba por entre as pernas
E encharque o meu coração
Desesperadamente vazio
E paradoxalmente
Repleto de você
enviada por Louise Tommasi
13/03/2007 22:40
Borboleta
Hoje eu vou dormir larva
aprisionada nas fibras
do coração em agonia
Mas desejo acordar borboleta
em pleno salto mortal
para a vida
enviada por Louise Tommasi
13/03/2007 22:31
Um copo na mão
um papel em branco
e um coração lotado
de coisas para dizer
enviada por Louise Tommasi
13/03/2007 21:41
Faço literatura
porque não sei
fazer outra rima
com as tuas coisas
que escorrem de mim
enviada por Louise Tommasi
13/03/2007 21:27
Literatura
Só vou falar com você
através da minha literatura
porque minhas palavras de gente grande
aprisionam meus melhores sentimentos
Vou te fazer sentir cheiro de mato
ouvir canto de passarinho
e olhar o mar devorando sua areia
em beijos molhados e febris
E vou deixar vazarem do meu coração
a canção e a poesia
que você escreveu em mim
enviada por Louise Tommasi
27/02/2007 21:25
Mergulho
E pensar que os rios
que mergulham indecentes
no mar doce e efervescente
desaguam em castidade!!!
enviada por Louise Tommasi
26/02/2007 22:32
Um sol
Dourado como o sol
que lambe sua areia
Misterioso como
conto de sereia
Um verdadeiro mergulho
em múltiplas
e secretas possibilidades!
enviada por Louise Tommasi
26/02/2007 12:42
Vou em frente, sim
com a minha besta ousadia
viver fundo
minhas tantas e tamanhas urgências
Não vou permitir desta vez
que estes desencontros
ponham fim
ao que ainda
não deu frutos nem sabores
Sofrer por sofrer
é melhor sofrer por causas definidas
mesmo que amanhã elas não sejam tão determinantes
Hoje não dá para virar a página
e esquecer um amor
que já fez sua história
Gosto de você meu bem
gosto da tua fala mansa e cativante
gosto da tua mão me adivinhando
e largando em mim teus prazeres
gosto do teu olhar
que me observa
e tece teorias próprias
às vezes tão apartadas
daquilo que projeto em você
Adoro quando minhas bobeiras
te fazem perder a linha de raciocínio
por vezes tão calculado
que se perde da imagem
que desenho de você
Você doce, mas experiente
frágil, mas determinado
Adoro você
que tantas vezes apertei
num abraço meigo e cheio de saudades
quero você na definição que tenho de querer
sem amarras ou mutilações
Te vejo inteiro, mesmo dividido
Eternamente o meu amor
mesmo que não seja em profundidade
e já repartido com outros amores
O que importa é agora
esta ebulição nas veias do meu sentir
que me queima e me rouba o sono
Você, hoje, no meu resto de dia
porque você se perde de mim
quando mistura as estações
e tenta salvar tudo
mesmo sabendo que diariamente uma parte em nós morre
para que outra sobreviva
Você no apagar das luzes
na derradeira entrega
Você página exaustivamente lida do meu folhetim
Você que não vem
mas ameaça com sua presença
Você meu tesouro e jogo de roleta
Você achado entre meus perdidos
docemente você
enviada por Louise Tommasi
15/02/2007 17:46
Última gota
Transbordei inteira
sem eira nem beira
Fazendo qualquer besteira
Para te ter em mim
Transbordei suave
Sentindo cada gota
Que de mim escorria
Transbordei sofrida
Abrindo a ferida
Do me dar sem limites
sem palpite
Sem alpiste
Para alimentar meu vôo
enviada por Louise Tommasi
08/01/2007 12:02
Queria você muito mais e mais
Fui te querendo mais e mais
Continuei te querendo mais e menos
Agora, quero-te menos e menos
Amanhã, não te quero mais!
em 24-02-80
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:27
Eu e você
Será que você sofre
O sofrimento
Que sofro intensamente?
Será que há troca
No silêncio que angustia
Da minha energia com a tua?
Em quem você pensa neste momento
Quando só há você no meu pensamento
E um profundo lamento
pede pra você voltar?
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:26
Contra
Lutando contra
já é luta a favor
Meio na bronca
já declaro o meu amor
Ainda tonta
eu salivo o teu sabor
De ponta a ponta
vou sentindo o teu calor
No fim das contas
solidão e muita dor
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:25
Força
Se não somos capazes
de empregar a mesma força que nos afasta
para salvar a nossa relação
então é melhor esquecermos o que temos em comum
e afogar no peito todas as nossas possibilidades
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:24
Sobrevivência
Não quero dormir e anestesiar a tua presença em mim
Não quero fugir disto
Que descobri lindo e maravilhoso
É o gostar sem fronteiras
Sem jogos ou definições
E sem beijos na boca
É o gostar macio
O fio da minha sobrevivência
Estou mal e bem
Mal por não ter mais você
E bem por ter me descoberto
Através do meu te gostar
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:20
É amar sem eira nem beira
mas que esbarra nas tuas limitações
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:19
Do passado II
Lá vem você
abrindo, rasgando
o espaço que já foi tão seu
mas que anda ocupado
por tantas e outras insignificantes coisas
Quanto tempo?
Não sei
Não tenho pensado em você ultimamente
às vezes você me surge inesperadamente
como um lembrete
de que as coisas não se resolvem assim
da noite pro dia
num toque de mágica
E aí eu adio esse pensamento
arranjo uma desculpa
e sigo em frente
devagar e curvada
carregando o peso
da tua ausência em mim
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:18
Do passado I
Lá vem você de novo
Justamente agora
Quando eu começava a me estruturar
Não consegui ocupar o vazio
Que a tua ausência cavou em mim
Apenas fui em frente
Desenvolvendo outros sentimentos
Tentando aperfeiçoar o meu contato
Com o mundo lá de fora
Pensei que havia superado esta fase
Esta estase
Mas bastou um toque
Um afago
Para que eu perdesse o ar de valentia
Tão meu e tão tolo
E agora?
O que fazer com esse sentimento
Que goteja de mim
E encharca e mancha
Todas as possibilidades
De seguir sem você?
Como te negar?
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:16
Hoje
Bendita sensação de ter o mundo nas mãos
entre as pernas
Frágil desejo de ver exposto
aos quatro ventos
tudo que vem de dentro
tudo o que a pele exige
não, não me diga que estou sonhando
que pouso lunática sobre as estrelas
Deixe que eu perceba sozinha
que não é você a quem viso
Deixe, meu bem, que eu ria deliciada
deste meu momento de bobeira
Amanhã é outro dia
lindo e ensolarado
Só que o meu hoje está sendo você
e eu quero vivê-lo intensamente
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:15
Paixão
Você passa
Me embaraça
Me descompassa o coração
Você sorri
Me faz sentir
Se vacilar
Perco a razão
Você seduz
E me induz
A suportar a solidão
Você reluz
E me conduz
Pelas vias ardentes
Da paixão
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:12
Fantasma
Você surge do passado
Vem sem avisar
Me deixa paralisada
Tonta
Sem saída
E a única solução
É te amar
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:08
Toda vez que penso em você
Uma alegria
surda e escandalosa
Toma conta de mim
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:08
O meu olhar
O meu olhar vazio
Cansado, ardido
Te adivinhando nas paredes brancas
Onde você aparece
Meigo e menino
É o flagrante da tua presença em mim
Às vezes aflito
Te persegue
Quando te perde
No ir-e-vir do pensamento
Calmo e brilhante
Brinca com as lembranças
Que de tão fortes
Escorrem salientes
E me encharcam de saudades
Na rua te procura
Nos olhares que com ele curzam
Mais tarde
Ele, o meu olhar
Já bandeira de sono
Continua te buscando
Nas paredes alvas e frias
Como se tivesse medo de dormir
E nunca mais te encontrar
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:07
no tempo
Dá pra se definir?
Sair, dançar, amar, curtir?
Dá pra descer do muro
do escuro, do seguro, e se permitir?
Dá pra mergulhar no sonho
sem determinar o tempo
do ir e do vir?
Dá pra pensar em mim
que sem você
já não posso seguir?
enviada por Louise Tommasi
04/01/2007 23:05
Por quê?
Por que foi abrir as portas
romper comportas
deixar exposto meu coração?
Por que me deixou à deriva
e afogou no peito
tanta emoção?
Por que me lançou da ponte
sem alcançar horizonte
e me tornou escrava
da tua própria solidão?
enviada por Louise Tommasi
04/12/2006 14:06
Trilhos paralelos
Escrever sem ritmos, sem lógica, sem pontuação
O importante agora é escrever
falar de mim no que diz respeito a você
Escrever quando não se pode falar
Quando é proibido gritar
O que dói e explode por dentro
Quero cuspir as paravras que sufocam
E arranham a garganta ressecada
Espatifar a garrafa pois a sede é tanta
Que paralisa a língua que quer praguejar
E acudir o que sinto
Às vezes tão sem propósito, tão mal localizado
Quero prosseguir porque prosseguir significa luta
Por melhores dias
Espaço mais amplo
Amor mais à flor da pele
Prosseguir é continuar apesar de tudo e de todos
Como explicar isso tudo que acontece tão dentro
Tão bússola de novos caminhos?
Tentar explicar o que me guia, me arrepia
O que tarda mas está sempre presente
No teu olhar
Na tua pele quente, ardente e macia
No mistério do teu gostar
Encosta o teu coração no meu
Para que esse te fale em sua própria linguagem
O que as palavras carregadas de concordâncias e medos
Não podem traduzir
Deixarei que me adivinhe
No brilho do meu olhar pidão
Alagado de carinho
Sem nada pedir
Por saber que somos dois rumos
Que se encontram em trilhos paralelos
E se espreitam por janelas embaçadas
Esperando, aflitos, as próximas horas, dias ou meses
para outra vez preencherem o vazio
Que o tempo e a distância hão de conservar entre nossas vidas.
enviada por Louise Tommasi
04/12/2006 14:05
Entrega parcial
Quero me deixar cair
Nesse teu abraço ardente
Indecente
Mesmo sabendo que ele já não aconchega
Quero que a minha boca
Seja devorada pela tua
Mesmo sabendo que ela não cospe flores
Nem palavras verdadeiras
Quero tuas mãos salientes
Envolventes
Percorrendo meu corpo
Mesmo sabendo que teu toque
Já não traz tanto conforto
Porque só assim
Eu não mergulho nessa relação
Fico na borda
Espreitando
Arriscando molhar os pés
De vez em quando
Para logo retirá-los
Quando houver
Ameaça de tempestade
enviada por Louise Tommasi
04/11/2006 20:36
Meu poema
Quero te poemar todo
com a boca
com as mãos
recolher cada letra
que vai brotando do teu desejo à flor da pele
e te rimar com meu corpo em brasas
enviada por Louise Tommasi
01/11/2006 23:03
Te borboletear
Borboleta cega
Em vôo errante
buscando o contato
com a flor que excita
e alimenta sonhos e fantasias
É assim que me sinto
quando toco em você...
enviada por Louise Tommasi
01/11/2006 22:56
Recomeço
Nos braços
um abraço destronado
Na boca
palavras incontidas
palavrões
No peito
uma certeza nasce
já é madrugada
é preciso recomeçar
enviada por Louise Tommasi
01/11/2006 22:49
Se você soubesse...
Penso em você em segredo
às escondidas te busco
pelos becos e atalhos,
seguindo o teu cheiro
ouvindo o teu pulsar...
enviada por Louise Tommasi
16/05/2006 22:28
Você
No meu pensar você
Meu corpo ressente
reminiscente
pontadas pungentes
em todas a sua extensão
O desenho de tua boca carnuda
aguando meus caminhos e curvas
acende em mim febres e delírios
Tua mão
nas dobraduras do meu te sentir por dentro
arrasta ondas e calafrios
Ensurdecida pelas letras do teu nome
que se espatifam na ardência do meu corpo
chego ao topo do meu te querer
umedecida e esgotada
doida para te amar novamente
enviada por Louise Tommasi
08/03/2006 15:24
Aguando
Com o coração aguando
Sedento, suplicante
Balbucio letras
Desconexas e vadias
Engulo dizeres e sabedorias
Que ruminados
Vão criando textos
Canções e poesias
Com a vã finalidade
De te alcançar por dentro
No peito
Nos rasgos do coração
Você exposto em prateleiras inalcançáveis
Alheio e distante
Me olha sem me ver
Perdido na imensidão
Do teu próprio sentido de vida
Caminho arrastada
Esgotada, perdida
Paralisada pela urgência do meu querer
Febril e entorpecido
Sem anúncio de novos caminhos
Tão gritados
Tão necessários
Para arrebentar os grilhões
Que paralisam o meu caminhar
enviada por Louise Tommasi
04/02/2006 18:04
Indivisível
Você está vivo
múltiplo e indivisível
em cada milímetro de mim
enviada por Louise Tommasi
13/12/2005 14:30
Vulcão
Na madrugada fria
de nevoeiro intenso
e chuva fina
meu corpo geme
num ritmo orquestrado
pela tua mão
que desperta vulcões
e ampara a lava
que goteja candente de mim
A lingua quente
na boca molhada e arfante
percorre atalhos e becos
explorandoáreas
de explosões vulcânicas
Os corpos misturados em quenturas
desejos e delícias
esquecem frios e impossibilidades
e se perdem e se encontram
em sabores e cheiros
no momento mágico
de entrega e fartas juras de amor.
enviada por Louise Tommasi
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|